Pluralidade artística: conheça o escritor César A. Pereira

Pluralidade Artística

Graduado em Língua Portuguesa, o professor e escritor César A. Pereira possui diversas habilidades. Com uma pluralidade artística nas veias, já experimentou atividades como artesanato, desenho, música e tatuagem. Entretanto, foi na escrita que o autor mais se identificou e de acordo com ele, conseguiu dar vasão a uma mente barulhenta, circense e quase um monstro tentacular (Ele brinca).

Abaixo, conheça um pouco mais sobre a pluralidade artística do escritor e seus diferentes hobbies: natureza, café, cerveja, vinho; Aikido e Yoga.

SP – Quem é César A. Pereira?

CP – Meu nome é César A. Pereira, graduado em Língua Portuguesa e suas literaturas e desde 2010 leciono pelo Estado de Minas Gerais em escolas públicas. Sou amante incondicional de jogos eletrônicos, mestre de RPG há mais de duas décadas e experienciei um pouco de diversas frentes artísticas: artesanato, desenho, música e tatuagem. No entanto foi na escrita que fui mais bem sucedido em dar vasão a minha mente barulhenta, circense, quase um monstro tentacular (risos). Ademais adoro natureza, café, cerveja, vinho; pratico Aikido e Yoga também.

Já me disseram que tal conto lembra Allan Poe; um amigo de longa data, que eu lhe lembro Ray Bradbury; mais um conhecido, comparou uma história a Arthur Conan Doyle. Eu particularmente gostaria de soar como Machado de Assis…Kkkkk

César A. Pereira.

SP – Quando e como iniciou sua carreira de escritor? Quais textos possui publicados?

CP – Eu iniciei em 2019, apesar de até ali já ter angariado muitos rascunhos que “ficavam” engavetados. Daí numa noite tive um sonho muito maluco (eu sempre os tive: sonhos estranhos, pesadelos terríveis) em que um dos meus irmãos e eu fugíamos de uma infestação de zumbis “conscientes”. Logo, na manhã de um domingo, sequente ao sonho, sentei no sofá e escrevi. Mostrei à minha esposa e para uns amigos e eles disseram: “você tem jeito pra coisa. Continue!”. E cá estou (kkk)! Tenho uma dezena de contos publicados em antologias, tais como Neozine 20 ml, em Parque das Almas, editora EmContos; Cármico, em Labirinto Sombrio, editora Darkbooks; Felinidades, em Planeta Fantástico vol.2, pela Metamorfose; e 8 e 11, em Canto dos Contos, pela Lura.

Leia também: Tatuagem literária: conheça as histórias das minhas

SP – Qual seu estilo de escrita?

CP – Eu curto temáticas sombrias, (dark fantasy) logo que gosto de trabalhar com mensagens através de metáforas. Onde o homem, o personagem, é posto à prova no que escrevo. Mas em quesito de estilística já escrevi narrativas em forma de poesia, carta, diário de viagem e outros. Alguns com detalhes policialescos, outros futuristas, mais voltados à aventura medieval…Enfim, dentro do dark não achei barreiras de transposição até aqui.

SP – Quais as suas principais influências literárias?

CP – Isto é algo bem complexo de dizer (risos), pois já me disseram que tal conto lembra Allan Poe; um amigo de longa data, que eu lhe lembro Ray Bradbury; mais um conhecido, comparou uma história a Arthur Conan Doyle. Eu particularmente gostaria de soar como Machado de Assis…Kkkkk! Mas curto tantos autores, os de literatura convencional e outros de nichos de escrita distintos: HQs de Neil Gaiman; os mundos de aventuras para RPG de Steve Jackson; que de verdade eu não sei. Fato é que cada conto que escrevo atualmente (sei lá se no futuro me arriscarei em mais gêneros que não contos) eu tento deixar que a narrativa me revele o que ela quer: sua linguagem, sua ambientação, seu ritmo. Deixo fluir, realmente de forma bastante intuitiva.

Estou muitíssimo animado para o lançamento do meu primeiro livro. É um sonho antigo, que sempre tive comigo mesmo. Sinto como se parte de mim esteja ganhando vida, sabe!?

César A. Pereira.

SP – Recentemente, anunciou em seu IG, que em 2021 teremos um livro solo seu. Qual a expectativa para esse lançamento? Podemos ter mais alguns detalhes?

CP – Estou muitíssimo animado para o lançamento do meu primeiro livro. É um sonho antigo, que sempre tive comigo mesmo. Sinto como se parte de mim esteja ganhando vida, sabe!? Porque há coisas ali, personagens, cenas, que estiveram “gritando” por anos na minha cabeça: eu quero sair! Me deixa sair! Então em partes será um livramento. E espero que as pessoas gostem, que compreendam seu conteúdo, minhas escolhas. O que posso adiantar a todos é que irão ler histórias escritas em vários formatos, como mencionei antes. Também não me detive a abordar apenas uma cultura. O livro levará o leitor pelo Japão, Itália, Canadá e outros lugares. Eu estudei bastante, conversei com profissionais: médicos, historiadores, psicólogo, linguista; tudo para ter uma coletânea de contos bem sortidos na tentativa de agradar os gostos diversos.

SP – Como tem sido o processo de preparação do livro?

CP – Divertido. Bastante profissional. Como é meu primeiro lançamento e a realização de um sonho antigo, minha esposa e eu escolhemos fazer o melhor que conseguíssemos com os recursos de que dispusemos para o projeto. Então escolhi a equipe à dedo. E apesar de saber que às vezes há a necessidade de ver, rever e voltar a ver texto a texto, estou feliz.

SP – Em quais outros projetos podemos acompanhá-lo?

CP – Eu atualmente só consigo me dedicar ao trabalho, como professor de português, e a escrita. Não sobra tempo e saúde mental para muito mais que isto e então se desligar e praticar exercícios. Lançar conteúdos mesmo no IG é um suplício (risos). Tem que marcar hora, saber exatamente o que se vai postar; pra quem anda na agenda de compromissos, é um desgaste. Eu ainda tento postar dicas de linguagens, gramática, redação e literatura pelo perfil. Mas enfim, por enquanto é o meu melhor.

SP – Você tem alguns textos publicados em coletâneas literárias também, certo? Para você, qual a importância de materiais como esse para a disseminação de novos autores?

CP – Tenho sim. Para quem inicia é uma forma de ampliar o número de pessoas que possam se interessar em seu estilo de escrita. Tem de se pensar da seguinte forma: estou em MG e quando os volumes de um companheiro, também coautor de um livro que tem história minha, chegam pra ele no PR; existe uma chance de que alguém da região dele me leia e ache bacana. Depois um seguidor. Além do que, ser aceito em um edital acaba por te dar coragem pra acreditar no próprio potencial.

SP – Deseja acrescentar algo? Algum outro projeto que queira divulgar?

CP – Que me sigam nas redes sociais e sempre aguardem novidades minhas. De projetos quero que saibam que eu continuo participando de editais e já comecei estudos para um 2º livro autoral, muito provável, com histórias que têm conexões com as que vão no 1º livro ou outros demais contos publicados em antologias.

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Suelen de Paula

Suelen de Paula

Suelen é jornalista e escritora. Apaixonada por livros e séries, compartilha sua jornada Antes dos 30 anos pelo IG Literário @antesdos30_suh .

Este post tem 3 comentários

  1. Marlos Quintanilha

    Adorei a entrevista. Parabéns.

  2. Adorei as veias artísticas do Cesar e as vertentes que ele explorou. 👏🏻
    A premissa do livro dele é bastante interessante, fiquei curiosa para lê-lo.

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