Processo criativo: conheça os meus e as diferenças entre eles — Parte 2

Processo criativo: conheça os meus e as diferenças entre eles — Parte 2

Assim como dito anteriormente, eu estive pensando nas diferenças do processo criativo de cada um dos meus contos publicados e resolvi compartilhar como foi cada um deles com vocês.

Ao todo foram três contos publicados em diferentes antologias literárias e ambos possuem processos de criação muito singulares, além de leitores betas distintos que me ajudaram muito durante todo o processo criativo — sem eles eu nada seria.

segundo texto, o qual irei falar sobre hoje aqui, foi publicado em uma antologia de contos de terror em 2017, cujas histórias se passavam no interior de um hotel. Cada conto se passava em um quarto e as histórias se interligavam. Um projeto especial que a Andross Editora criou somente para participação de autores da casa, o que era o meu caso publicar no ano interior o conto (In)segurança. Ou seja, eu fui convidada pelos organizadores para participar do projeto. Eu não era fã de terror e tinha até um certo “medo” de coisas do gênero, porém, aceitei o convite como um desafio pessoal.

Confira: Processo criativo: conheça os meus e as diferenças entre eles — Parte 1

O processo criativo do conto de terror:

Processo criativo: conheça os meus e as diferenças entre eles — Parte 2

Em primeiro lugar, eu acho importante destacar que esta antologia foi uma espécie de continuação de um projeto especial que fez muito sucesso anteriormente e foi o primeiro romance fix up da Andross Editora, o King Edgar Hotel — Onde medos e horrores se revelam. O sucesso desta obra literária brasileira foi tanto que ela ficou na 16ª posição no ranking das 50 melhores antologias e coletâneas de terror elaborada pelo site Biblioteca do Terror no ano de 2016. Definitivamente, este seria um desafio e tanto para mim, que não lia/via nada sobre o assunto.

A princípio, eu concluí que precisaria ler e assistir coisas do gênero para saber sobre o que eu estaria escrevendo. O pontapé inicial foi adquirir o exemplar do projeto anterior, ao qual daríamos “continuidade”, para conhecer melhor a proposta do hotel e seus personagens fixos — o que foi bastante desafiador, já que os exemplares estavam esgotados, achei um único exemplar com um dos autores do ano anterior que residia no interior de São Paulo. Em seguida, passei a contar com dicas de amigos escritores sobre quais leituras de horror e terror eu deveria realizar para vivenciar essa experiência da melhor forma possível e entregar um texto de qualidade.

No entanto, a maior ajuda foi do meu leitor beta, Leonardo Amorim, um autor de Aracaju apaixonado por terror que eu conheci por meio da editora naquele mesmo ano. Ele, como bom pisciano, teve toda a paciência do mundo comigo em todo o processo de criação do meu conto, revisando todas as passagens e eliminando o que não era necessário. Como citado anteriormente, o livro é uma continuação de outra obra semelhante, e um projeto especial da editora, então tinha personagens fixos e informações importantes a serem estudadas minuciosamente antes de escrever o texto para que os contos tivessem conexões entre si, o que me ajudou bastante a escolher o enredo do meu conto.

Foram longos meses de criação desse texto, descansos da escrita para amadurecer melhor as ideias e reestruturações da narrativa, pois eu sabia exatamente o que queria, mas tive dificuldade no desenvolvimento para o resultado. Pensando bem, este foi o processo criativo mais longo de todas as minhas publicações. Contudo, foi uma experiência ímpar e que resultou em uma nova paixão: desde os estudos para essa publicação eu não parei de ler terror, foi amor à primeira vista!

Processo criativo: conheça os meus e as diferenças entre eles — Parte 2

Entre as informações disponíveis sobre a ideia central da obra e o regulamento de hospedagem, estavam características sobre o edifício “King Edgar Palace” e uma delas é que desta vez o hotel teria pilares humanos em seu subsolo, pois um dos co-fundadores do prédio foi um arquiteto japonês que usou corpos humanos para montar os alicerces. Quando eu li essa informação, já sabia qual seria o destino final da minha personagem principal. No Japão, existem muitas lendas antigas a respeito do Hitobashira (人柱), que significa literalmente “pilar humano”. O Hitobashira era um tipo de sacrifício humano, nos quais os restos mortais eram colocados dentro das fundações ou paredes de grandes construções.* Portanto, o título do meu conto foi escolhido a partir das informações divulgadas pela própria editora acerca da construção do prédio.

Deu tudo certo e eu consegui superar o meu desafio pessoal de produzir algo do gênero, o lançamento foi incrível e a obra fez tanto sucesso quanto a anterior, a editora chegou até a confirmar que teria mais uma continuação desta série.

Leia também: Livro de socióloga aborda relacionamentos tóxicos e abusos emocionais

Para conhecer ou adquirir o exemplar que contém o meu primeiro conto publicado, basta acessar a aba intitulada “as publicações” aqui em cima, na barra de menu do blog. Lá é possível você encontrar informações acerca do livro, a sinopse do meu conto e como garantir o seu exemplar. Qualquer dúvida é só mandar mensagem pelo formulário da aba “contato” ou um DIRECT no Instagram).

Nas próximas semanas vocês conhecerão o processo criativo do meu último conto publicado: Paladina, uma poesia que também foi um desafio pessoal para mim, não percam!

Você já sabia que sou escritora? Conhece algum dos meus trabalhos? Conta tudo aqui nos comentários!!! 🥰

Gostou do conteúdo? Compartilhe!

Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on twitter
Tatiane Gimenes

Tatiane Gimenes

Tatiane é escritora, professora e idealizadora do Blog Escritopias. Entre uma leitura e outra, ela divide a sua paixão por escrever com o seu amor pela Educação. Sua missão é divulgar a literatura e a cultura por meio das suas escritas.

Deixe um comentário