Processo criativo: conheça os meus e as diferenças entre eles

Processo criativo: conheça os meus e as diferenças entre eles

Suponho que alguns leitores ainda não saibam que, além de blogueira literária, também sou escritora. Comecei a minha jornada literária como escritora no ano de 2016 e acredito que de uma forma bastante inusitada, pois o processo criativo do meu primeiro conto foi bastante “peculiar”. Pensando nas diferenças do processo criativo de cada um dos meus contos publicados, eu resolvi compartilhar como foi cada um deles com vocês.

Ao todo foram três contos publicados em diferentes antologias literárias e ambos possuem processos de criação muito singulares, além de leitores betas distintos que me ajudaram muito durante todo o processo criativo — sem eles eu nada seria.

primeiro texto, o qual irei falar sobre hoje aqui, intitulado “(In)segurança”, foi publicado em uma antologia com contos de temática livre chamada “Ponto de Criação”, se encaixou no gênero de drama familiar e o processo criativo foi o mais diferente de todos. Primeiramente porque não fui eu quem enviou o conto para avaliação da editora e sim uma amiga. Segundo, a origem do conto teve início anos antes, na época da faculdade, sendo fruto de um trabalho da minha graduação em Pedagogia. Terceiro, o teclado do meu computador de mesa quebrou na época e o notebook quebrou minutos depois que eu enviei a última revisão, o que resultou na perda de TODOS os meus arquivos.

Confira a segunda parte da lista de livros para ler antes dos 30.

O processo criativo do conto In(segurança):

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Como dito anteriormente, o texto foi originalmente escrito a partir de um trabalho da faculdade, mais especificamente do último semestre, em uma disciplina chamada “Metodologia de Língua Portuguesa”, a proposta era compor um texto corrido e estruturado a partir de palavras soltas dadas pela professora. Trabalho feito, impresso e entregue, ganhei nota máxima e guardei com as dezenas de xerox que todo bom graduando possui em seu acervo . Dois anos depois fui fazer a limpa nos papéis, encontrei o texto impresso, li e pensei “Caramba! Esse texto está tão bom que merece ser publicado em um livro! Como será que faço isso?“.

Logo depois, mais especificamente no dia seguinte, eu tive um encontro com amigos do Clube do Livro que eu frequentava na época e comentei com uma amiga que eu encontrei o texto e gostaria de publicá-lo em algum livro, mas não sabia como fazer isso. Ela falou que a submissão para os textos da editora se encerravam no dia seguinte e pediu para eu enviar o texto para ela, que cuidava do resto. Dias depois recebi em meu email a aprovação do organizador do livro, apontando algumas alterações, já que o texto estava em formato de um trabalho acadêmico e precisava que alguns ajustes necessários para a literatura impressa.

Meu teclado quebrou logo em seguida e eu não tinha como fazer as alterações porque não tinha o Word instalado no meu notebook, falei para a minha amiga que deixaria “isso para lá”, pois nem tinha ideia para fazer as alterações… Ela não deixou, veio correndo da casa dela com um teclado e me ajudou a fazer TODAS as alterações necessárias, ajustando o enredo e elaborando o título (sou péssima com eles).

Alterações feitas e texto enviado, ele precisou de mais uns ajustes, o que foi feito sem problema algum, e logo após a última revisão eu desliguei o notebook e o HD pifou em seguida — levando todos os meus arquivos e documentos para o multiverso. Chamei um técnico e ele não conseguiu salvar, foi perda total de tudo, inclusive do texto que seria publicado. Se eu não tivesse enviado e, consequentemente salvo na caixa de saída do meu email, a versão final para a editora, eu teria perdido o texto para sempre.

Processo criativo: conheça os meus e as suas diferenças

Essa é a história que eu paro e penso que era meu destino ser escritora, pois tudo deu certo na mesma proporção em que deu errado e resultou em uma linda jornada que me presenteou com diversas amizades pelo Brasil todo, além do recomeço que eu estava precisando, já que aquele foi o pior ano da minha vida e, ironicamente, o melhor também! Dessa forma, o início da minha jornada pedagógica foi repentino e, antes mesmo do lançamento físico da obra em um evento literário promovido pela editora, eu conheci autores do Brasil inteiro que foram os principais responsáveis pela criação do Blog Escritopias. Pois, mesmo escrevendo desde pequena e tendo o sonho de ter um cantinho para publicar minhas escritas, eu tinha muita vergonha. Eles me apoiaram e incentivaram desde o começo e me acompanham até hoje, dando conselhos e prestigiando os meus trabalhos.

Sem dúvidas, muita coisa mudou a partir daquele ano, entrar para esse meio foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida!

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Para conhecer ou adquirir o exemplar que contém o meu primeiro conto publicado, basta acessar a aba intitulada “as publicações” aqui em cima, na barra de menu do blog. Lá é possível você encontrar informações acerca do livro, a sinopse do meu conto e como garantir o seu exemplar. Qualquer dúvida é só mandar mensagem pelo formulário da aba “contato” ou um DIRECT no Instagram).

Nas próximas semanas vocês conhecerão o processo criativo dos meus outros dois contos: Hitobashira (terror) e Paladina (poesia), não percam! 

Você já sabia que sou escritora? Conhece algum dos meus trabalhos? Conta tudo aqui nos comentários!!! 😍

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Tatiane Gimenes

Tatiane Gimenes

Tatiane é escritora, professora e idealizadora do Blog Escritopias. Entre uma leitura e outra, ela divide a sua paixão por escrever com o seu amor pela Educação. Sua missão é divulgar a literatura e a cultura por meio das suas escritas.

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