R. Christiny: autora amada pelos leitores e editoras

R. Christiny: uma autora amada pelos leitores e editoras

Renata Cristina, sob o pseudônimo R. Christiny, faz sucesso no mundo literário, sendo amada tanto pelos leitores quanto pelas editoras. Aos 25 anos, paulistana, apaixonada por séries, filmes e animais, possui um extenso currículo no mundo dos livros, com muitas histórias para contar. A obra Minhas Três Primaveras pode ser considerada responsável por alavancar a carreira da profissional, que durante a escrita do mesmo, já recebeu cinco propostas de editores para publicação.

Abaixo, confira entrevista completa com a Renata e entenda porque ela é uma autora amada por todos!

Foto: Divulgação\autora.

SP – Quem é a R. Christiny?

RC – Sou formada em Letras- Língua-Portuguesa e em Criação Literária – iniciação à escrita. Comecei a escrever entre 15-16 anos após ler a trilogia “Não Pare” da Pepper e conhecer a Amazon através de uma entrevista dela. Digo seguramente que a FML Pepper foi o meu impulso inicial.

SP – Você começou com a trilogia Não Conte a Ela e depois disso não parou mais e hoje já possui muitos mais livros publicados. Como foi esse processo de entrada no mercado editorial?

RC – Foi difícil. É bem difícil as editoras apostarem em um escritor iniciante. A minha primeira publicação em livro físico, foi paga. Ou seja, arquei com todos os custos sozinha, pois ninguém me conhecia, não tinha leitores fiéis. De princípio, paguei pela publicação de 100 exemplares e batalhei muito para conseguir vender todos em 1 mês. A segunda tiragem chegou rápido e vendi em menos tempo.

A primeira publicação tradicional – aquela em que a editora arca com todos os custos – foi com o livro Minhas três primaveras. Esse livro foi uma grande surpresa para mim, pois ainda quando estava trabalhando nele, apareceram 5 editoras interessadas em publicá-lo de forma tradicional.

Fechei com a 3DEA em 2019, um tempo após publicá-lo independente na Amazon e ser um sucesso. Após o Minhas três primaveras, não paguei mais para ter qualquer livro publicado. Atualmente todos os meus contratos são com editoras tradicionais. Digo seguramente que essa obra foi o divisor de águas na minha carreira.

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Uma frase que amo: “Sonhar grande e sonhar pequeno, dá o mesmo trabalho. Então sonhe grande

R. Christiny.

SP – Como autora, o que tem a dizer sobre as plataformas literárias atuais que tendem a facilitar a publicação para o autor e também o acesso ao leitor como: Amazon e WattPad?

RC – Atualmente vivo da escrita, dos livros publicados na Amazon. Acho a plataforma um ótimo meio para o escritor encontrar o seu lugar ao Sol. Tenho muitas colegas escritoras que largaram o trabalho de carteira assinada para viver unicamente dos Royalties da Amazon e conquistaram muitas coisas desde então (de carro à apartamento).

O Wattpad tem sua participação na construção do escritor iniciante. Esta plataforma funciona como o meio do escritor ter contato com seus primeiros leitores e fisgá-los. Não consigo dizer a nível de porcentagem, mas acredito que há muito mais leitores no Watpadd que na Amazon. Por ser uma plataforma gratuita, uma gama bem grande de leitores tem acesso a ela e é assim que ele e o escritor se descobrem.

É bem comum os escritores lançarem seus exemplares inicialmente na plataforma gratuita, para depois migrá-la para a Amazon. O Wattpad ajuda, nós, escritores, a termos uma ideia de como está o desenvolvimento da nossa história, se está agrando aos leitores, se tem furos, etc.

Foto: Divulgação\autora.

SP – Sua escrita costuma ser mais livre, passeando pelos diferentes gêneros: suspense policial, drama, hot e romances mais fofinhos. Como funciona a sua inspiração e como é processo de transição nos estilos?

RC – Escrevo o que me vem à cabeça. Não gosto da ideia de me limitar a um gênero. Às vezes posso estar escrevendo X, mas tenho maior facilidade para escrever Y. Se um escritor se prende a um único gênero, pode estar perdendo seu pote de ouro sem saber.

Se escrevo um livro de suspense, e o próximo quero que seja romance erótico, procuro assistir bastante séries, filmes e ler livros desse gênero para reencontrar a inspiração e não fugir do que almejo para a história.

Foto: Divulgação\autora.

SP – Entre os autores, sua marca registrada está em sua facilidade em matar personagens (risos). Como se iniciou essa fama?

RC – A fama começou com a trilogia: Não conte a ela, onde não há um personagem que escapa do meu estilo sanguinário (risos). No entanto, a fama ganhou força no livro Minhas três primaveras, após aquele final surpreendente…

Levei cerca de 1 ano para finalmente colocar o ponto final em Minhas Três Primaveras e entregá-lo ao mundo

R. Christiny.

SP – Em Minhas Três Primaveras temos um drama bastante intenso e fora dos padrões, inspirado em relatos reais. Pode nos contar um pouco mais sobre isso? Como foi a inspiração e o processo de escrita do livro (visto que possui uma história mais densa e pesada)?

RC – O Minhas três primaveras foi um convite que recebi de uma conhecida minha – a Luz (nome fictício). Ela sabia que eu estava tentando a carreira de escritora e, brincando, sugeriu que eu escrevesse sobre a sua vida. Ela tinha uma história muito sofrida e eu conhecia uma parcela – só não imaginava que o buraco fosse mais embaixo…

No início fiquei receosa, tinha finalizado uma trilogia recheada de ação e suspense, não entrava na minha cabeça me aprofundar num drama, visto que este estilo não é o meu preferido nem para a leitura.

Porém, sempre digo que nós, escritores, somos marionetes dos nossos personagens. Então, num belo dia, bastante ensolarado, um título veio à minha cabeça – os títulos geralmente são os primeiros a virem até mim. A priori, o título seria outro, não lembro com exatidão, mas tinha algo relacionado a primavera e Sol. Conversei com o meu noivo, na época namorado, e ele me ajudou a modelar até chegarmos ao Minhas três primaveras.

Em seguida, criei a Sinopse, que particularmente é a minha preferida de todos os livros. A mostrei para a Luz assim que bati o martelo e lembro que ela chorou horrores e me incentivou a continuar. Então, combinamos de que me enviaria em Word tudo o que queria que existisse no livro e pedi para que não tivesse pressa, porque era necessário que me desse o máximo de detalhes que conseguisse, por mais doloroso que fossem. A nossa missão, era ajudar mulheres que sofrem ou sofreram relacionamentos abusivos.

Assim que o arquivo foi recebido, eu o li em um dia e, juro, precisei fazer pausas longas para respirar. Lembro que meu primeiro pensamento foi:” Meu Deus, eu preciso escrever essa história”.

Foi o meu primeiro livro com mais de 400 páginas e também o mais demorado. Precisei fazer pesquisas e entrar em contato com algumas Feministas para me sentir segura a respeito daquele final impactante.

Levei cerca de 1 ano para finalmente colocar o ponto final e entregá-lo ao mundo.

Foto: Divulgação\autora.

SP – O que os seus leitores podem esperar para os próximos meses? Teremos novos lançamentos?

RC – Opa, Jhony Trouble vem aí para fazer os leitores derramarem lágrimas e subirem pelas paredes. Ah, e teremos muito Hot também para aquecer os corações – e entre as pernas, claro.

SP – Que mensagem deseja deixar para novos autores, que estão iniciando sua carreira na literatura?

RC – Escreva devagar, escreva rápido, escreva terror, suspense, romance, comédia. Seja prolixo, seja sucinto, use termos esdrúxulos ou seja rebuscado. Escreva para você ou para o mundo. Mas, escreva e dê o seu melhor até se sentir satisfeito. Se é o seu sonho, vá em busca dele. Ninguém o fará por você.

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Suelen de Paula

Suelen de Paula

Suelen é jornalista e escritora. Apaixonada por livros e séries, compartilha sua jornada Antes dos 30 anos pelo IG Literário @antesdos30_suh .

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